“Mulheres fenomenais” e outras narrativas gráficas

Esta pieza llamada ““Mulheres fenomenais” e outras narrativas gráficas”, fue creada por Ing Lee, en una fecha desconocida del milenio pasado para responder a violencias como colonialismo, discurso de odio, silencio histórico, xenofobia, prácticas comunes en el distante siglo XXI.

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  • inglee_kimbok-dong

  • lee_imnotvrs

  • by Ingrid Lee

A artista Ing Lee se auto-identifica como autora de narrativas gráficas coreano-brasileira e surda oralizada.

Na primeira ilustração , Lee questiona apagamentos históricos. Foi feita para a collab “Phenomenal Woman”, à convite do coletivo chileno @leclubdete. Ing Lee conta que decidiu ilustrar Kim Bok-dong, uma das sobreviventes do traumático episódio das Mulheres de Conforto, sendo escravizada sexualmente dos seus 14 até 21 anos de idade pelas tropas do Japão Imperial. Desde então, ela lutou para que a sua história e de 200 mil outras mulheres (de maioria coreana, mas também chinesas e filipinas) e fosse reconhecida pelo governo japonês. Faleceu em 2019, sem ainda receber uma desculpa formal do Japão – situação que se perdura, com o revisionismo e apagamento histórico de seu primeiro ministro Shinzo Abe.

Em suas obras também é frequente que ressaltate como culturas não-brancas podem ser facilmente distorcidas pelo discurso da branquitude, algo que está presente nos desenhos seguintes.

A segunda obra é um auto-retrato. Um manifesto contra a imensa desinformação sobre o coronavirus, que levou a situações em que pessoas amarelas no ocidente fossem estigmatizadas, escancarando não somente a sinofobia/xenofobia, como também o ódio anti-amarelo já pré-existente. A obra é inspirada no manifesto de @putochinomaricon, feito para post da atriz @_anahikari, de ascendência asiática que sofreu com episódios discriminatórios por conta dessa situação.

A segunda peça também aborda a xenofobia. Foi realizada para o clipe “Raízes/Tela em Branco (Os Donos do Poder)” de hugo. Segundo ela, a inspiração veio de propagandas anti-nipônicas estadunidenses e da imigração japonesa no Brasil; e o conceito da música veio do depoimento de Felipe Higa para o documentário “O Perigo Amarelo nos Dias Atuais” dirigido por Hugo Katsuo.